Um sistema ponta a ponta para uma clínica de estética: os pacientes conversam com uma assistente de IA no WhatsApp que faz triagem e agendamento, e tudo alimenta um painel de gestão que a médica usa para tocar o negócio. Dirigi a construção do conceito à produção — unindo julgamento de design a execução rápida para entregar um produto completo e funcionando.
A clínica funcionava no WhatsApp pessoal da médica. Toda mensagem de paciente novo caía na mesma caixa de entrada que a vida particular dela — e virava caos: mensagens sumiam, algumas nunca eram vistas, e as respostas saíam horas (às vezes um dia) depois.
Para uma clínica de estética, essa demora na primeira resposta é receita perdida. Um paciente em potencial que não recebe retorno rápido marca em outro lugar. E a médica ainda fazia a triagem e o agendamento na mão, além de atender os pacientes — então o gargalo era ela, e isso limitava quantos clientes novos a clínica conseguia absorver.
Eram dois problemas, na real:
Um único sistema, com dois lados conectados.
Dei o nome de Rafa à assistente — personificá-la foi uma decisão de design deliberada: um nome faz o paciente sentir que está sendo cuidado por alguém, não interrogado por um formulário. Ela roda numa linha de WhatsApp dedicada, separada do número pessoal da médica, e:
Pacientes novos passaram a ser agendados sem a médica encostar no celular.
Rafa atendendo no WhatsApp em linguagem natural (dados de paciente ocultados).
Tudo que a assistente resolve flui para um painel onde a médica toca a clínica como negócio, não só como agenda. Ele mostra o que dirige decisão: meta vs. realizado (entrou vs. saiu), ticket médio, retenção de clientes, despesas e o procedimento que mais performa. Ela saiu de "caixa de entrada lotada" para de fato enxergar de onde vem a receita.
Gestor financeiro: metas, receita, despesas e procedimento campeão, em tempo real.
Dá para gerar código rápido hoje. O que nenhuma ferramenta decide é o que construir, para quem e por que uma tela é melhor que outra. Esse era o meu trabalho — e é o ponto central do projeto.
Conduzi cada iteração: pedindo features, cortando as que só faziam barulho, e insistindo nos detalhes que separam um demo de um produto.
Eu não escrevo o código de produção — eu dirijo a construção com intenção de design. Essa combinação (crítica de design + execução rápida) é exatamente como a coisa toda foi ao ar.
Como as peças se conectam — do paciente ao agendamento e à gestão.
A alavanca real de um designer hoje não são pixels no vácuo — é entregar um produto que resolve o problema de uma pessoa específica. Peguei um fluxo bagunçado, preso ao WhatsApp pessoal, e transformei num sistema que uma clínica usa todo dia — pareando julgamento de design com execução rápida.
É assim que eu trabalho: parto do problema real, decido o que "bom" significa, e construo rápido.
Se você precisa de alguém que parte do problema, decide o que "bom" significa e entrega um produto que as pessoas usam — fico feliz em conversar.